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Resenha: As Coisas que Fazemos por Amor

21 janeiro 2021

Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados. Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre. Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor. Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.

As coisas que fazemos por amor foi a minha última leitura de 2020, e só não entrou para os favoritos do ano porque eu já tinha feito a seleção. Não deu tempo, mas certamente está entre os melhores de Kristin Hannah, juntamente a As cores da vida e O caminho para casa. 

Na semana passada, eu contei que Quando o amor bater à sua porta me ajudou a suportar um problema pessoal. Pois bem, as coisas pioraram (graças a Deus, hoje está tudo bem), e eu contei ainda mais com a leitura para passar por esses dias ruins. E não poderia ter escolhido livro melhor!

Resenha: Quando o Amor Bater à sua Porta

14 janeiro 2021

Ele tem um passado do qual não se lembra. Ela precisa esquecer o seu. Malu Rocha é uma escritora de 29 anos, independente, confiante e bem-sucedida. Mora sozinha em São José dos Pinhais, perto de Curitiba, onde mantém uma rotina regrada de pedalar todas as manhãs, escrever e, semanalmente, visitar o avô de 98 anos em uma casa de repouso. Porém, sua vida toda controlada sai do eixo quando um homem bate à sua porta e se apresenta como Luiz Otávio Veronezzi, dizendo ter perdido uma reunião marcada com ela. Malu não se lembra do compromisso e sua primeira reação é dispensá-lo. Mas o belo desconhecido insiste, explicando que sofreu um acidente de carro, ficou em coma e perdeu a memória, assim como seus documentos. As únicas coisas que restaram foram um pouco de dinheiro e um papel com o nome e o endereço de Malu, o nome dele e a data da reunião. Luiz confessa que a escritora era sua última esperança para descobrir a própria identidade. O problema é que ela não tem a menor ideia de quem ele seja. Desconfiada, mas sentindo-se responsável pelo acontecido, Malu decide ajudá-lo e embarca em uma jornada para descobrir quem ele é – o que acaba trazendo à tona muitos fatos sobre si mesma, seus medos e segredos mais bem guardados, além de um passado que preferia esquecer. A bela narrativa e a trama que prende do começo ao fim nos convidam a acompanhar Malu e Luiz nessa busca que se transforma em uma história de amor de tirar o fôlego.

A última frase dessa sinopse reflete bem o meu sentimento sobre Quando o Amor Bater à Sua Porta. Eu pretendia ler o romance como último livro de 2020. Por isso, comecei no dia de Natal e achava que o terminaria até o dia 31/12, para iniciar nova leitura no dia 01/01. 

Só que a narrativa envolvente nos prende do começo ao fim, e eu terminei a leitura no dia 28/12. Isso que eu poderia até ter terminado antes, mas tive uns problemas pessoais nessa época e não li tanto quanto gostaria. 

Imagine você estar de boa na sua casa, com a sua rotina toda regrada e confortável, e a campainha tocar. Do outro lado da porta está Luiz Otávio, um homem que perdeu sua memória e tem esperanças de que Malu o ajude a desvendar o mistério. Afinal, eles tinham uma reunião marcada. Reunião esta de que Malu não se lembra, e sua assistente pra lá de maluquinha não tem nada anotado.

Sofri um acidente de carro perto daqui, quinze dias atrás, e fiquei em coma. Acordei semana passada em um hospital público da cidade, e não consigo me lembrar de nada. Tudo indica que eu vinha para esse compromisso com você, mas eu nem lembro do acidente nem da minha vida antes dele. 
O que você faria nessa situação? Provavelmente mandaria o desconhecido embora, mas ele não tem onde ficar, tem poucos trocados no bolso e está sem documentos e sem celular. Mesmo correndo riscos, Malu vai se envolvendo aos poucos com Luiz, e cada vez mais eles ficam próximos.

Ah, esqueci de contar um detalhe a vocês: Malu está escrevendo um livro novo, e Luiz Otávio é o nome do protagonista. Coincidência ou não? Será que foi o destino que enviou Luiz para ajudar Malu a dar um final adequado e feliz ao seu personagem? Essa busca vai revelar alguém que Malu está tentando desesperadamente esconder há anos: a si mesma. 

Ela sabia quem era. Estava de volta. Na busca da identidade de um estranho, reencontrou a sua própria e descobriu uma parte do seu coração dentro de outro. 

Quando o Amor Bater à Sua Porta é um livro nacional de muita qualidade, que nos faz embarcar em uma aventura por São José dos Pinhais, Curitiba e até mesmo uma fazenda no interior de São Paulo. Leia o livro para conhecer mais sobre a escritora, o desconhecido por quem ela vai se apaixonando aos poucos, mesmo sem querer, o avô dela e a assistente destrambelhada. 

É um livro que eu recomendo para quem quer ler um ótimo romance nacional, leve, muito gostoso para passar o tempo, com um enredo um pouco clichê e previsível, e com um final mágico, de aquecer o coração. 

                                                                  

Ficha técnica:
Autor: Samanta Holtz
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 304
Skoob: Quando o Amor Bater à Sua Porta

Semana que eu volto com uma resenha de livro da Kristin Hannah, a destruidora do nosso psicológico! 

Resenha: O Retorno

07 janeiro 2021

Existe uma hora certa para o amor? Trevor Benson não estava planejando voltar para New Bern, uma cidadezinha na Carolina do Norte. Porém, após ouvir as últimas e enigmáticas palavras do avô no leito de morte, ele decide passar um tempo na velha casa que herdou. Decidido a cuidar das colmeias da propriedade, Trevor nem pensa em se apaixonar. Porém, assim que vê Natalie Masterson, sente uma atração impossível de ignorar. Ela parece corresponder, mas se mantém distante, como se escondesse algo. Em New Bern, ele também conhece Callie, uma adolescente reservada que era amiga de seu avô. Trevor acha que pode conseguir respostas sobre as circunstâncias misteriosas da morte dele, mas ela oferece poucas pistas – até que uma reviravolta lhe dá uma nova perspectiva. Nessa jornada para desvendar segredos, Trevor vai descobrir o verdadeiro significado do amor e do perdão e aprender que, para seguirmos em frente, muitas vezes é preciso retornar para onde tudo começou.

Não é por acaso que Nicholas Sparks é um dos meus autores favoritos. No quesito romance, ele reina sozinho e com lugar cativo! E esse livro chegou pra aquecer meu coração e mostrar que Nicholas é realmente o melhor no quesito. 

Que livro! Aliás, a sinopse está muito bem escrita; não contou demais, mas me deixou desenvolver bem a história. Isso é raro e quem escreveu está de parabéns. 

Trevor é sobrevivente de um atentado. Ele tem cicatrizes e traumas permanentes por causa dessa situação, e a morte do seu avô chegou para coroar suas fases ruins. Como ele estava afastado do trabalho e também para desvendar uma frase que ouviu do seu avô no leito de morte, Trevor resolve se mudar para a casa do senhor por uns tempos. É aí que tudo muda.

Uma noite, enquanto está jantando na varanda e tentando estudar um pouco, Trevor conhece Natalie, a policial do local, ajudante do xerife, se não me engano. Ela estranha que a casa tem moradores novos e tem fortes suspeitas de que alguém ocupou a residência após a morte do senhor e a chegada de Trevor. Com isso, uma amizade despretensiosa se inicia, apesar de já haver uma atração.

Falando em amizade, ele tenta conhecer um pouco mais uma adolescente chamada Callie, que supostamente era amiga do seu avô, famoso por acolher e ajudar abandonados e desafortunados, sejam cães ou pessoas.

Ele disse que meu avô estava indo visitar Helen. E mencionou alguma coisa sobre uma garota aí dentro, mas não faço ideia do que estava falando. — Acho que tenho parte da resposta. — Qual parte? — A garota lá dentro - respondeu Jerrold. — Ele estava falando de Callie. Ela e seu avô eram muito amigos.

Ao tentar se aproximar mais de Natalie e de Callie, Trevor vai se envolvendo em um emaranhado de novidades e informações que precisam ser pesquisadas a fundo, e por incrível que pareça elas podem encaixar peças no quebra-cabeças da morte do seu avô e por que ele se encontrava tão longe de casa quando faleceu.

Por que ele estava em Easley, na Carolina do Sul? Como havia chegado lá? Meu avô nunca tinha viajado mais a oeste do que Raleigh, e fora a Alexandria apenas uma vez. Eu tinha quase certeza de que ele não saía do condado havia vários anos. Mas Easley ficava bem longe de New Bern, seis ou sete horas de carro, talvez mais, dependendo do trânsito. Na época, meu avô estava com 91 anos. Aonde estaria indo? 

Com doses de suspense e romance, O Retorno é repleto de reviravoltas e nos faz querer ler uma página atrás da outra, até que tudo é revelado. Amei a leitura e, como sempre, os livros do Nicholas me deixaram com gostinho de quero mais. 

E não, esse romance não tem final triste, muito pelo contrário. Não é daqueles com mortes heroicas, que espremem nosso coração até o último. Leia, você vai adorar o livro e a sensação de coração quentinho que ele proporciona no fim.

                                                               
Ficha técnica:
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Ano: 2020
Páginas: 288
Skoob: O Retorno

Semana que vem eu volto com mais. Temos um encontro marcado todas as quintas-feiras! 

O que pretendo ler em 2020 - por Nanda

31 dezembro 2020

Hoje é o último dia do ano! Chegamos vivos e com saúde na virada para 2021, um pouco estropiados, mas sobrevivemos! 

As leituras de 2020 foram menos do que eu gostaria, mas muito boas, tanto que foi difícil decidir as melhores! 

E agora chegou o momento de escolher alguns livros para 2021. Pois é, tarefa talvez tão difícil quanto eleger as melhores leituras deste ano (risos).

Novamente, não decidi quais serão esses livros escolhidos, vou escolher agora no momento de citá-los. Vamos a eles?

Uma sombra do passado, Nora Roberts

Esse livro será leitura conjunta do mês de janeiro, com Fernanda e Rosilene, minhas melhores amigas. A Fernanda já leu e recomendou muito, então sugeriu e nós concordamos, claro. Afinal, começar o ano com leitura de Nora Roberts sempre é uma ótima ideia!

Este ano a primeira leitura também foi dela, o livro Beliissima, mas a experiência não foi muito boa. Ainda assim, não diminuiu minha admiração pela escrita da autora e estou animada para começar a leitura, principalmente porque ganhei de uma cliente o livro físico. Bom demais! 


Amor & Sorte, Jenna Evans Welch

Mais um livro que tenho físico, presente da Anastácia, minha amiga e administradora aqui do blog. Eu também estou animada para começar este livro, porque o primeiro (Amor & Sorte) me agradou bastante. 

Se for parecido com o romance anterior, eu vou ficar bem feliz! 



A viúva silenciosa, Sidney Sheldon

Outro livro que ganhei físico e que foi presente da Naná, este ainda mais especial porque ela me presenteou em mãos quando me visitou, em janeiro de 2019. Sim, já vai fazer dois anos e eu ainda não li, mas que leitor não deixa o livro na estante e fica pirigueteando atrás de outros?

Meu marido leu e não gostou porque ele não curte os livros que a Tillie Bagshawe interferiu após a morte do autor, mas eu estou com vontade de ler e acho que vou curtir muito! 


Ligeiramente maliciosos, Mary Balogh

Eu leio tudo o que a Mary escreve, isso é um fato! Porém, apesar de já estar quase terminando O Clube dos Sobreviventes, só não li o que ainda não foi lançado, demorei muito tempo para começar Os Bedwyns, série já completa da autora.

Li o primeiro e gostei muito, então coloquei o segundo (e os outros) na lista de leitura para 2021. São romances de época muito bons, que eu recomendo muito! 


Quando você voltar, Kristin Hannah

A Kristin é minha autora favorita, junto com Lucinda Riley, Nora Roberts, Julia Quinn e Lisa Kleypas. Aliás, minha última leitura do ano será dela, estou lendo As coisas que fazemos por amor, e estou adorando, apesar de ser uma história com protagonistas sofridas, com muita bagagem emocional.

Não sei do que se trata Quando você voltar, mas sei que vou me encantar pela leitura logo nas primeiras páginas e que o romance vai mexer com meu psicológico, como todos os livros dela.


Como foram cinco melhores livros de 2020 (mais ou menos), vou me restringir a cinco livros na lista de leitura para 2021. Claro que fora esses eu pretendo ler muitos outros, seja como lazer ou como revisora literária, mas vou inserindo uns e postergando outros, como sempre acontece conosco.

Lançamentos vêm aí para aumentar nossa lista de leitura, o tempo é cada vez mais curto, mas o hábito de leitura é permanente, isso não tem como negar! 

Então é isso, fico por aqui e desejo a você um ano cheio de bênçãos e saúde, e que Deus esteja sempre com você e sua família. Até mais! 

Resenha: Amigas Para Sempre

22 outubro 2020

Tully Hart tinha 14 anos, era linda, alegre, popular e invejada por todos. O que ninguém poderia imaginar era o sofrimento que ela vivia dentro de casa: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas costumava desaparecer por longos períodos, deixando a menina aos cuidados da avó. Mas a vida de Tully se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu a garota mais legal do mundo. Kate Mularkey era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully sentir-se parte de sua família. Ao longo de mais de trinta anos de amizade, uma se tornou o porto seguro da outra. Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos. Kate, por sua vez, a ensinou a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena. As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio. Até que algo acontece para abalar a confiança entre elas. Será possível perdoar uma traição de sua melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto salvar.

Kristin Hannah se tornou uma das minhas autoras favoritas por conta de suas histórias que ganham nosso coração logo nas primeiras páginas. São envolventes, com personagens que se tornam nossos amigos, pessoas de quem a gente quer saber mais e mais.

Porém, essa escritora é muito malvada, eu a considero a versão feminina de Nicholas Sparks ou até alguém pior, porque ela ganha o nosso coração e o destrói em pedacinhos. Por conta disso, ainda não havia lido nada da Kristin neste ano, já que preferi leituras mais leves. Mas achei que estava preparada e resolvi ler Amigas Para Sempre.

E foi bem como eu descrevi acima, esse envolvimento com o enredo e os personagens, mas também sobre destruir o coração e deixá-lo apertado de verdade. E isso em um sábado à noite! 

Resenha: A Irmã do Sol

24 setembro 2020

Em A irmã do sol, sexto livro da série As Sete Irmãs, Lucinda Riley conduz o leitor das movimentadas ruas de Nova York até as magníficas planícies do Quênia para contar uma história de luta e independência, sobre os sacrifícios que fazemos por amor. Para quem olha de fora, Electra D’Aplièse parece ter a vida perfeita: uma carreira de sucesso mundial como modelo, uma beleza inegável e uma vida amorosa agitada com alguns dos homens mais bonitos e influentes. No entanto, longe dos holofotes, Electra está desmoronando. Com a morte do pai adotivo, Pa Salt, e o recente término de um relacionamento, ela afunda em seus vícios, incapaz de pedir ajuda à família e aos amigos. É nesse momento conturbado que Electra recebe uma carta inesperada. Ativista dos direitos humanos famosa em todo o mundo, Stella Jackson afirma ser sua avó... e ela tem uma longa história para contar. É assim que Electra mergulha numa saga emocionante que envolve as turbulências da guerra, a militância por direitos civis e um amor que ultrapassa barreiras sociais. Todo o seu passado se revela para ajudá-la a entender o presente e, quem sabe, mudar seu futuro. Viciante e cheio de momentos emocionantes, em A irmã do sol Lucinda Riley demonstra todo o seu talento. Uma história mágica, com personagens cativantes que permanecem em nosso coração muito depois que o livro termina.

Quem me conhece, sabe que Lucinda Riley é uma das minhas autoras preferidas. Eu adoro as suas narrativas, que são muito bem-construídas e que possuem alternância entre passado e presente. Isso torna o enredo bastante envolvente, para mim, e eu estava bastante ansiosa para ler o sexto livro, a história de Electra.

Por saber disso, a editora-chefe deste blog e minha amiga, Anastácia Cabo, me mandou o livro A Irmã do Sol como presente de aniversário atrasado, e eu pulei uma gigante lista de livros para lê-lo. Segue minha opinião sobre o romance.

Resenha: Ligeiramente Casados

03 setembro 2020

À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento à sua irmã e que a protegesse "Custe o que custar!". Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém, Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele, o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo, e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então, os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados...Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.

Sou fã de Mary Balogh. Eu a conheci por sua comovente série O Clube dos Sobreviventes, que já está em seu sexto livro publicado no Brasil, mas apenas tinha ouvido falar de Os Bedwyns, coleção já com todos os volumes publicados por aqui. 

Era aquela série que eu sempre quis ler, mas acabava colocando para baixo na lista de leitura, até que Anastácia Cabo, a chefona aqui do blog, me incentivou a ler os livros para resenhá-los. Foi o empurrãozinho que faltava, juntei a fome com a vontade de comer e aqui está a resenha do primeiro livro da coleção.

Resenha: Uma Noiva Rebelde

30 julho 2020
Ela tinha duas opções…
Georgiana Bridgerton nunca foi contra a ideia de se casar. Ela só achava que sua opinião seria levada em conta na hora de escolher o noivo. Mas quando sua reputação está por um fio, Georgie precisa decidir: ou aceita ser uma solteirona pelo resto da vida ou se casa com o vigarista que a sequestrou de olho em seu dote. Mas de repente surge uma terceira opção...Quarto filho de um conde, Nicholas Rokesby está estudando medicina em Edimburgo e não tem o menor interesse em arrumar uma esposa nesse momento. Mas quando descobre que Georgie, sua amiga de infância, corre o risco de ficar arruinada para sempre, ele sabe o que deve fazer. Depois do escândalo...Só que os dois sabem que nunca conseguiriam se ver como mais do que bons amigos. Não é? Ao embarcarem num jogo de conquista nada convencional, repleto de diálogos impagáveis e coadjuvantes carismáticos – entre eles três gatos cheios de personalidade –, Nicholas e Georgie vão descobrir que muitos encantos da vida já estão bem na nossa frente.

Julia Quinn é uma das minhas autoras favoritas. Não é muito difícil, basta ler um ou dois de seus romances para isso acontecer. Alguns são mais fracos do que os outros, mas mesmo assim não há romance ruim escrito por essa autora. Contudo, outros são fantásticos, como Os Bridgertons, e Os Rokesbys estão seguindo nessa linha. 

A série é ótima, foi uma excelente jogada de Julia Quinn. Afinal, fala de nossos queridos Bridgertons, mas uma geração anterior. Em Uma Noiva Rebelde, temos Edmund casado há poucos anos com Violet, sendo que Antony e Benedict ainda são crianças, e Colin é apenas um bebê de alguns meses. 

Porém, a família de Violet terá destaque em coleção própria, agora é hora de falar de Georgiana Bridgerton, a irmã de Edmund. 

Resenha: A adorável loja de chocolates de Paris

07 julho 2020
A adorável loja de chocolates de Paris contém receitas de dar água na boca. 
Sim, é verdade que Anna Trent é supervisora numa fábrica de chocolate. Mas isso não quer dizer que ela saiba fazer chocolate. Por isso, quando um acidente muda sua vida e Anna tem a chance de ir trabalhar numa tradicional loja em Paris, ela tem certeza de que vão descobrir que é uma fraude. Afinal, existe uma diferença muito grande entre o chocolate industrial da sua cidade natal, no norte da Inglaterra, e as criações feitas à mão, com ingredientes da melhor procedência, pelo grande chocolatier Thierry Girard. Mas com um pouco de sorte, muita paciência e a ajuda dos novos amigos, o exuberante Sami e o galanteador Frédéric, Anna vai descobrir mais sobre o verdadeiro chocolate – e sobre si mesma – do que jamais sonhou. Cheio de lições de esperança, engraçado e irresistivelmente viciante, A adorável loja de chocolates de Paris é um romance delicioso que nos lembra que sempre vale a pena lutar pelas coisas mais doces da vida.

Se for livro da série Romances de Hoje, eu leio sem nem pensar duas vezes. Adorei todos os livros, uns mais e outros menos, e esse não foi diferente. Afinal, não tem como um livro que fala de chocolates e Paris ser ruim, não é mesmo? Ainda mais sendo escrito por Jenny Colgan. 

Resenha: Amanhã eu paro!

11 junho 2020
Como todo mundo, Julie já fez muitas coisas idiotas na vida. Ela poderia contar sobre a vez que resolveu descer a escada enquanto vestia um suéter e caiu nos degraus, ou quando tentou consertar um plugue ligado na tomada segurando o fio com a boca, ou quem sabe falar de sua fixação pelo novo vizinho que nunca viu: Ricardo Patatras. 
Julie tem o irritante hábito de fazer as maiores loucuras quando está apaixonada. E essa obsessão a leva a prender a mão na caixa de correio do vizinho enquanto espiona uma misteriosa carta... E o pior, ainda é flagrada pelo próprio dono da correspondência. Mas isso não é nada, nada mesmo, se comparado às maluquices que ela vai fazer para se aproximar desse homem e descobrir seu grande segredo. Movida por uma criatividade sem limites, intrigada e atraída por um desconhecido que mora tão perto, Julie assume riscos cada vez mais delirantes, sem perceber que pode cair na própria armadilha. Com mais de 3,5 milhões de livros vendidos, Gilles Legardinier mostra em Amanhã Eu Paro! uma história original e irreverente que com certeza fará o leitor morrer de rir.

Amanhã Eu Paro! estava de graça esses dias na Amazon, cortesia da Arqueiro para os leitores da quarentena. Eu adorei a capa, então li a sinopse (coisa que praticamente nunca faço) e também adorei. Resultado: não só baixei, como coloquei como próxima leitura da vez. E amei!

A Julie é extremamente engraçada e divertida, e totalmente obcecada. Sua vida ia bem (nos parâmetros das pessoas que reclamam do trabalho, mas não saem dele, que tem uma vida mediana, mas estão acostumadas a ela). Tudo ia bem nesse ponto até que um dia, ao chegar no prédio onde mora, Julie percebe um novo morador, ao ler seu nome na caixa de correio que até então estava vazia.

Resenha: Dez coisas que eu amo em você

04 junho 2020
Annabel Winslow está em uma grande enrascada. Ela acabou de chegar a Londres para participar de sua primeira temporada e já chamou a atenção do conde de Newbury, que está atrás de uma mulher que lhe garanta um herdeiro. 
Com seus quadris largos, Annabel parece especialmente fértil, o que faz dela a candidata ideal. O problema é que o conde tem no mínimo 75 anos e ainda por cima é um grosseirão inveterado. Certamente ela não tem nenhuma vontade de se casar com ele, mas sente que não tem escolha. Seu pai morreu há pouco tempo e deixou a família inteira, incluindo os sete irmãos e a mãe de Annabel, praticamente na miséria. Então, durante uma festa, ela conhece Sebastian Grey, o charmoso sobrinho do conde. E de repente se vê cortejada não apenas pelo velho assanhado, mas também pelo irresistível e misterioso jovem. Agora ela precisa decidir entre se casar com um homem que acha repugnante, e com isso garantir o futuro de sua família, e seguir o próprio coração, dando a si mesma a chance de um final feliz.

Julia Quinn produz romances de época como ninguém. Porém, para mim os melhores são aqueles onde há humor misturado ao enredo, e isso ela fez muito bem em Dez Coisas que Eu Amo em Você, último volume da trilogia Os Bevelstokes.

Se você ainda não leu a sinopse, peço que o faça agora. Não promete ser um livro bem divertido? Pois é mesmo, não somente prometeu, mas cumpriu. Afinal, o conde de Newbury é um senhor de bastante idade, grande, obeso e extremamente repugnante. Ele é tão velho que foi o preferido da temporada em que sua avó debutou! 

Resenha: Uma Promessa e Nada Mais

23 abril 2020

QUINTO VOLUME DA SÉRIE CLUBE DOS SOBREVIVENTES. Mary Balogh já vendeu mais de 160 mil exemplares pela Arqueiro e é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times. Ralph Stockwood sempre se orgulhou de ser um líder nato. Mas, quando convenceu os amigos a lutarem com ele nas Guerras Napoleônicas, nunca imaginou que seria o único sobrevivente. Mesmo atormentado pela culpa, Ralph precisa seguir em frente, arranjar uma esposa e garantir um herdeiro para seu título e sua fortuna. Desde que a participação de Chloe Muirhead na temporada de Londres terminou de forma desastrosa, ela aceitou a possibilidade de ser, para sempre, uma solteirona. Para escapar da própria família, a moça se refugia na casa da madrinha de sua mãe. Lá, conhece Ralph. Ele precisa de uma esposa. Ela não acharia ruim encontrar um marido. Então Chloe sugere que os dois se casem, por conveniência. A condição é uma só: Ralph precisa prometer que nunca a levará de volta a Londres. Mas, de uma hora para outra, as circunstâncias mudam. E logo fica claro que, para Ralph, o acordo foi apenas uma promessa e nada mais...

Se você acompanha minhas resenhas, sabe que adoro a série Clube dos Sobreviventes. Sendo assim, quando o quinto volume foi lançado e chegou até mim, somente terminei minha leitura anterior e já comecei a lê-lo. E quero mais! 

Mary Balogh não deixou a desejar, conforme o previsto. Ela tem criado personagens fortes, sobreviventes de um mundo cruel, mas muito resistentes, características não somente restritas aos homens, mas a seus futuros pares. 

Resenha: O Que Acontece em Londres

09 abril 2020

Boatos e Fofocas ... A VIDA DE LONDRES! Quando dizem a Olivia Bevelstoke que seu novo vizinho pode ter matado sua noiva, ela não acredita nem por um segundo, mas, ainda assim, como ela pode ajudar a espioná-lo, só para ter certeza? Então, ela ocupa um lugar perto da janela do quarto, escondida de maneira inteligente por cortinas, relógios e espera ... e descobre um homem muito intrigante, que definitivamente está tramando algo. Sir Harry Valentine trabalha para o ramo chato do Departamento de Guerra, traduzindo documentos vitais para a segurança nacional. Ele não é um espião, mas já recebeu todo o treinamento e, quando uma loira linda começa a observá-lo pela janela, ele imediatamente suspeita. Mas justamente quando ele decide que ela não passa de uma debutante irritantemente intrometida, ele descobre que ela pode estar noiva de um príncipe estrangeiro, que pode estar conspirando contra a Inglaterra. E quando Harry é espionado por Olivia, ele descobre que pode estar se apaixonando por ela ...

Para contar minha opinião sobre O Que Acontece em Londres, vou fazer uma pequena introdução do que achei de outros livros da Julia. 

Em Mais Lindo que a Lua, achei bastante sem sal, um casal que só fazia joguinhos e que enrolou muito tempo para ficar juntos. Porém, a continuação, Mais Forte Que o Sol, foi um livro que adorei, que nos mostrou a Julia Quinn que amamos em Os Bridgertons.

O mesmo praticamente aconteceu com esta série. Afinal, eu gostei de História de um Grande Amor, só que teve partes maçantes, em que eu queria dar uns tapas em Olívia por fazer joguinhos com Nigel, o grande amor de sua vida, que estava aos pés dela. Agora, adorei O Que Acontece em Londres! É leve e divertido e também nos mostra a Julia que escreveu a adorada série. 

A sinopse contou demais, contudo, nos deu uma ideia bastante engraçada e atraente deste romance. E é por esse caminho que eu vou desenvolver a resenha. Prometo não passar do que foi contado, como sempre!

Resenha: A Prisioneira do Tempo

26 março 2020

Ninguém se lembra do meu verdadeiro nome. Ninguém sabe a verdade sobre aquele verão. No verão de 1862, um grupo de jovens artistas liderado pelo talentoso e passional Edward Radcliffe segue para Birchwood Manor, uma bela casa de campo às margens do rio Tâmisa. O plano é passarem um mês isolados em uma aura de inspiração e criatividade. No entanto, ao fim do verão, uma mulher está morta e outra desaparecida, uma herança inestimável se perdeu, e a vida de Edward está arruinada. Mais de 150 anos depois, Elodie Winslow, uma arquivista de Londres, descobre uma bolsa de couro contendo dois itens aparentemente sem conexão: a fotografia de uma mulher de aparência impressionante, vestida em roupas vitorianas, e o caderno de desenho de um artista, que inclui o rascunho de uma grande casa à beira de um rio. Por que Birchwood Manor parece tão familiar a Elodie? E quem é a linda mulher na fotografia? Será possível, depois de tanto tempo, desvendar seus segredos? Narrada por diversos personagens ao longo das décadas, A prisioneira do tempo é uma história de assassinato, mistério e roubo, de arte, amor e perda. Entremeando cada página, há a voz de uma mulher que teve seu nome apagado da história, mas que assistiu a tudo de perto e mal pode esperar pela chance de contar sua versão dos fatos.

Pela sinopse, esse livro parece incrível, não é mesmo? E ainda tem uma autora de peso, a Kate Morton. E mais: a premissa de que, quem gosta de Lucinda Riley, gostará de A Prisioneira do Tempo. 

Porém, infelizmente não posso concordar muito com isso. O livro é bom, porém, as descrições são excessivas, assim como os narradores. Por esses motivos, a história às vezes se tornou maçante, às vezes cansativa. E também confusa, porque nem sempre eu entendia rapidamente quem estava narrando aquele capítulo (a não ser a parte da Elodie, o presente, porque sempre mostrava que era em 2017). E não achei nada de suspense, apenas um pouco de mistério.

Resenha: De Repente Uma Noite de Paixão

19 março 2020

Não há espaço para romance na vida da escritora Amanda Briars. Reconhecida no meio literário londrino, ela realiza as próprias fantasias através das personagens que cria em suas histórias de amor. Em nome da liberdade, está satisfeita em viver na solidão. Amanda só não quer completar 30 anos sem nunca ter experimentado o prazer, e a solução mais discreta é contratar os serviços de um profissional. Quando o homem aparece à sua porta, a atração entre os dois é evidente, mas, para frustração dela, ele interrompe a noite de paixão no meio e vai embora. Uma semana depois, ela o reencontra em um jantar e descobre que Jack Devlin é, na verdade, seu novo editor. Amanda fica mortificada. Porém, as lembranças daquela noite permanecem vivas na mente dos dois, e basta uma centelha para que o fogo entre eles se reacenda. Só que Jack, filho rejeitado do nobre mais notório de Londres, tem o coração endurecido e não acredita no amor, enquanto Amanda resiste ao desejo crescente em nome de sua independência. Quando o destino entrelaça suas vidas, suas convicções mais profundas entram em choque. Agora os dois precisam decidir se, depois de conhecerem a verdadeira paixão, conseguirão voltar a se satisfazer com menos que isso.

Uma combinação envolvendo romance de época de Lisa Kleypas, uma escritora e um editor de livros tem como dar errado? NÃO! Acho que foi por isso que fui com expectativas bem altas quanto ao novo romance de Lisa, porque conheço os seus outros livros de época e adorei todos. Assim, esperava mais desse! 

Como citei, não tem como uma combinação dessas dar errado, mas não foi tão bom quanto Lisa costuma ser. Claro que se tivesse uma continuação eu leria, mas não vai ganhar notas musicais máximas (risos). 

Resenha: O Rouxinol

05 março 2020

França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país. Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte. Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.

Livros de Kristin Hannan são lindos, mas partem nosso coração. E em O Rouxinol não é diferente. Não sou de chorar fácil quando leio, mas confesso que meu coração ficou apertado em diversas partes do livro. Apertado de verdade, realmente senti uma dor física em várias cenas do lindo livro. 

A Segunda Guerra Mundial é um tema que, coincidentemente, fez parte de várias leituras minhas em 2019 e 2020. E como aconteceu em alguns deles, não foi retratada a rotina de guerra no fronte, mas o dia a dia das pessoas que lutam para sobreviver às perdas, ao racionamento, à  falta de alimento. Em O Rouxinol, tudo isso é vivenciado, e muito mais. É muito intenso, de partir o coração até dos insensíveis. Kristin tem esse poder.


Resenha: O Golpe

29 fevereiro 2020
Sinopse: Simon Riske é um espião industrial freelance que, apesar da profissão, consegue ter uma vida relativamente tranquila evitando trabalhos arriscados e sujos e fazendo bicos para bancos, companhias de seguros e o serviço secreto britânico.Até que o gângster Tino Coluzzi leva a cabo o assalto mais audacioso da história de Paris: o roubo de milhões, em dinheiro vivo, de um príncipe saudita – além de uma carta secreta tão explosiva que pode derrubar governos, redefinir alianças e alterar o equilíbrio de poder no mundo ocidental.Riske é então contratado pelo governo americano para recuperar o documento, e para isso terá que acertar as contas com um antigo aliado.No passado, ele e Coluzzi trabalharam juntos, mas a relação criminosa terminou com Riske na prisão. Agora, anos depois, os dois se enfrentam, seguidos de perto por um perigoso policial parisiense, por uma femme fatale russa e o chefe desequilibrado dela – e talvez até pela CIA.
Hello pessoas tudo certinho, passando aqui para falar desse livro maravilhoso. Eu conheci o autor com a Trilogia Jonathan Ransom, que iniciou com A Farsa lá em 2009. Eu me apaixonei pela escrita do autor assim como adoro as tramas de Daniel Silva, todos eles na mesma pegada da espionagem. E aqui não é diferente.
"O passado não está morto. Nem sequer é passado."
Em o Golpe, como nas demais obras, os segredos são o diferencial de toda a trajetória da história. O autor em mestre em nos fazer enxergar as coisas pelo caminho que ele decide, e nós ficamos de olhos fechados, até o momento em que ele nos concede a luz de forma muito inteligente.

Resenha: História de Um Grande Amor

23 janeiro 2020

Primeiro Volume da Trilogia Bevelstoke. Julia Quinn já vendeu mais 1 milhão de livros pela Editora Arqueiro. Aos 10 anos, Miranda Cheever já dava sinais claros de que não seria nenhuma bela dama. E já nessa idade, aprendeu a aceitar o destino de solteirona que a sociedade lhe reservava. Até que, numa  tarde qualquer, Nigel Bevelstoke, o belo e atraente visconde de Turner, beijou solenemente sua mãozinha e lhe prometeu que, quando ela crescesse, seria tão bonita quanto já era inteligente. Nesse momento, Miranda não só se apaixonou, como teve certeza de que amaria aquele homem para sempre. Os anos que se seguiram foram implacáveis com Nigel e generosos com Miranda. Ela se tornou a mulher linda e interessante que o visconde previu naquela tarde memorável, enquanto ele virou um homem solitário e amargo, como consequência de um acontecimento devastador. Mas Miranda nunca esqueceu a verdade que anotou em seu diário tantos anos antes. E agora ela fará de tudo para salvar Nigel da pessoa que ele se tornou e impedir que seu grande amor lhe escape por entre os dedos.

Miranda Cheever é a melhor amiga de Olívia Bevelstoke, gêmea de Winston Bevelstoke. Os três são inseparáveis e até é esperado naturalmente que Miranda e Winston se casem no futuro, para consolidar a família que sempre foram, contudo acontecimentos ocorridos na festa de aniversário dos gêmeos mudam tudo. 

O pai de Miranda é um tradutor do grego, e ele mal nota sua filha. A mãe também não lhe dá muita atenção, então, ao final da festa, ninguém vai buscá-la. Sendo assim, cabe a Nigel, o mais velho dos Bevelstoke, levar a criança em casa. Ela não o conhecia, pois, aos 19 anos, ele passava a maior parte do tempo fora, estudando. Porém, Nigel, que prefere ser chamado de Turner, foi simpático com a Miranda de dez anos, não a tratou com condescendência, e inclusive a incentivou a iniciar um diário. 

Resenha: Acerto de Contas

18 janeiro 2020
Sinopse: Numa cidadezinha no interior do Mississippi, Pete Banning era considerado herói da Segunda Guerra, além de fazendeiro próspero, marido apaixonado, pai devotado e membro fiel da Igreja Metodista. Até que, numa manhã de outono, ele entrou calmamente na igreja e matou o reverendo Dexter Bell com três tiros.
Por que Pete fez isso? Essa pergunta iria pairar por anos sobre a cidade.
Como se o assassinato a sangue-frio já não fosse chocante o suficiente, era ainda mais desconcertante saber que Pete não tinha absolutamente nada a declarar sobre o crime. Nenhuma explicação, nenhuma motivação, nada que os advogados pudessem argumentar em sua defesa.
Os advogados tentam de tudo para salvar Pete de uma sentença que irá condená-lo à cadeira elétrica. Mas ele não tem medo da morte e está disposto a levar suas razões para o túmulo.

Hello pessoas, tudo certinho?!?! Hoje falaremos do mestre John Grisham, mais uma vez. Sim,
porque ele é o típico autor que é impossível não se apaixonar.
"O que faz de um homem um herói?O que faz de um homem um vilão?Quão tênue pode ser a linha que separa um do outro?"

Resenha: A Sala das Borboletas

05 dezembro 2019

Posy Montague está prestes a completar 70 anos. Ela ainda vive na Admiral House, a mansão da família onde passou uma infância idílica caçando borboletas com o pai e onde criou os próprios filhos. Porém, a casa está caindo aos pedaços e Posy sabe que chegou a hora de vendê-la. Em meio a essa angustiante decisão, ela precisa lidar com os dois filhos, tão diferentes entre si. Sam é um fracasso nos negócios e, a cada empresa falida, se torna um homem mais amargo. Já Nick, o mais novo, retorna de repente à Inglaterra depois de dez anos morando na Austrália, fugido de uma decepção amorosa. Para completar, Posy reencontra Freddie, seu primeiro amor, que agora deseja explicar por que a abandonou cinquenta anos atrás. Ela reluta em acreditar nessa súbita afeição, percebendo que ele tem um segredo devastador para revelar. Mesclando narrativas do presente e do passado, A sala das borboletas mais uma vez mostra a habilidade de Lucinda para criar uma saga familiar inesquecível.

Lucinda é uma das minhas autoras favoritas, se você me conhece,  sabe disso. O que me atraiu em seus romances foram as belíssimas capas, mas depois as histórias em si, que são todas muito envolventes e possuem uma característica que eu adoro: a alternância, entre os capítulos, de passado e presente. 

Neste ano, eu estava mais ansiosa para receber a continuação da série As Sete Irmãs (aparentemente falta somente a história de Electra), mas é claro que não deixaria um lançamento de Lucinda passar batido. E pasmem: estamos falando, na minha opinião, do melhor livro da autora, até o momento. E lembre-se de que todas as histórias dela são ótimas, daquelas de você não querer terminar de ler, ou de querer esquecer somente para começar de novo.