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Resenha: As Coisas que Fazemos por Amor

21 janeiro 2021

Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados. Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre. Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor. Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.

As coisas que fazemos por amor foi a minha última leitura de 2020, e só não entrou para os favoritos do ano porque eu já tinha feito a seleção. Não deu tempo, mas certamente está entre os melhores de Kristin Hannah, juntamente a As cores da vida e O caminho para casa. 

Na semana passada, eu contei que Quando o amor bater à sua porta me ajudou a suportar um problema pessoal. Pois bem, as coisas pioraram (graças a Deus, hoje está tudo bem), e eu contei ainda mais com a leitura para passar por esses dias ruins. E não poderia ter escolhido livro melhor!

Resenha: Quando o Amor Bater à sua Porta

14 janeiro 2021

Ele tem um passado do qual não se lembra. Ela precisa esquecer o seu. Malu Rocha é uma escritora de 29 anos, independente, confiante e bem-sucedida. Mora sozinha em São José dos Pinhais, perto de Curitiba, onde mantém uma rotina regrada de pedalar todas as manhãs, escrever e, semanalmente, visitar o avô de 98 anos em uma casa de repouso. Porém, sua vida toda controlada sai do eixo quando um homem bate à sua porta e se apresenta como Luiz Otávio Veronezzi, dizendo ter perdido uma reunião marcada com ela. Malu não se lembra do compromisso e sua primeira reação é dispensá-lo. Mas o belo desconhecido insiste, explicando que sofreu um acidente de carro, ficou em coma e perdeu a memória, assim como seus documentos. As únicas coisas que restaram foram um pouco de dinheiro e um papel com o nome e o endereço de Malu, o nome dele e a data da reunião. Luiz confessa que a escritora era sua última esperança para descobrir a própria identidade. O problema é que ela não tem a menor ideia de quem ele seja. Desconfiada, mas sentindo-se responsável pelo acontecido, Malu decide ajudá-lo e embarca em uma jornada para descobrir quem ele é – o que acaba trazendo à tona muitos fatos sobre si mesma, seus medos e segredos mais bem guardados, além de um passado que preferia esquecer. A bela narrativa e a trama que prende do começo ao fim nos convidam a acompanhar Malu e Luiz nessa busca que se transforma em uma história de amor de tirar o fôlego.

A última frase dessa sinopse reflete bem o meu sentimento sobre Quando o Amor Bater à Sua Porta. Eu pretendia ler o romance como último livro de 2020. Por isso, comecei no dia de Natal e achava que o terminaria até o dia 31/12, para iniciar nova leitura no dia 01/01. 

Só que a narrativa envolvente nos prende do começo ao fim, e eu terminei a leitura no dia 28/12. Isso que eu poderia até ter terminado antes, mas tive uns problemas pessoais nessa época e não li tanto quanto gostaria. 

Imagine você estar de boa na sua casa, com a sua rotina toda regrada e confortável, e a campainha tocar. Do outro lado da porta está Luiz Otávio, um homem que perdeu sua memória e tem esperanças de que Malu o ajude a desvendar o mistério. Afinal, eles tinham uma reunião marcada. Reunião esta de que Malu não se lembra, e sua assistente pra lá de maluquinha não tem nada anotado.

Sofri um acidente de carro perto daqui, quinze dias atrás, e fiquei em coma. Acordei semana passada em um hospital público da cidade, e não consigo me lembrar de nada. Tudo indica que eu vinha para esse compromisso com você, mas eu nem lembro do acidente nem da minha vida antes dele. 
O que você faria nessa situação? Provavelmente mandaria o desconhecido embora, mas ele não tem onde ficar, tem poucos trocados no bolso e está sem documentos e sem celular. Mesmo correndo riscos, Malu vai se envolvendo aos poucos com Luiz, e cada vez mais eles ficam próximos.

Ah, esqueci de contar um detalhe a vocês: Malu está escrevendo um livro novo, e Luiz Otávio é o nome do protagonista. Coincidência ou não? Será que foi o destino que enviou Luiz para ajudar Malu a dar um final adequado e feliz ao seu personagem? Essa busca vai revelar alguém que Malu está tentando desesperadamente esconder há anos: a si mesma. 

Ela sabia quem era. Estava de volta. Na busca da identidade de um estranho, reencontrou a sua própria e descobriu uma parte do seu coração dentro de outro. 

Quando o Amor Bater à Sua Porta é um livro nacional de muita qualidade, que nos faz embarcar em uma aventura por São José dos Pinhais, Curitiba e até mesmo uma fazenda no interior de São Paulo. Leia o livro para conhecer mais sobre a escritora, o desconhecido por quem ela vai se apaixonando aos poucos, mesmo sem querer, o avô dela e a assistente destrambelhada. 

É um livro que eu recomendo para quem quer ler um ótimo romance nacional, leve, muito gostoso para passar o tempo, com um enredo um pouco clichê e previsível, e com um final mágico, de aquecer o coração. 

                                                                  

Ficha técnica:
Autor: Samanta Holtz
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 304
Skoob: Quando o Amor Bater à Sua Porta

Semana que eu volto com uma resenha de livro da Kristin Hannah, a destruidora do nosso psicológico! 

Resenha: O Retorno

07 janeiro 2021

Existe uma hora certa para o amor? Trevor Benson não estava planejando voltar para New Bern, uma cidadezinha na Carolina do Norte. Porém, após ouvir as últimas e enigmáticas palavras do avô no leito de morte, ele decide passar um tempo na velha casa que herdou. Decidido a cuidar das colmeias da propriedade, Trevor nem pensa em se apaixonar. Porém, assim que vê Natalie Masterson, sente uma atração impossível de ignorar. Ela parece corresponder, mas se mantém distante, como se escondesse algo. Em New Bern, ele também conhece Callie, uma adolescente reservada que era amiga de seu avô. Trevor acha que pode conseguir respostas sobre as circunstâncias misteriosas da morte dele, mas ela oferece poucas pistas – até que uma reviravolta lhe dá uma nova perspectiva. Nessa jornada para desvendar segredos, Trevor vai descobrir o verdadeiro significado do amor e do perdão e aprender que, para seguirmos em frente, muitas vezes é preciso retornar para onde tudo começou.

Não é por acaso que Nicholas Sparks é um dos meus autores favoritos. No quesito romance, ele reina sozinho e com lugar cativo! E esse livro chegou pra aquecer meu coração e mostrar que Nicholas é realmente o melhor no quesito. 

Que livro! Aliás, a sinopse está muito bem escrita; não contou demais, mas me deixou desenvolver bem a história. Isso é raro e quem escreveu está de parabéns. 

Trevor é sobrevivente de um atentado. Ele tem cicatrizes e traumas permanentes por causa dessa situação, e a morte do seu avô chegou para coroar suas fases ruins. Como ele estava afastado do trabalho e também para desvendar uma frase que ouviu do seu avô no leito de morte, Trevor resolve se mudar para a casa do senhor por uns tempos. É aí que tudo muda.

Uma noite, enquanto está jantando na varanda e tentando estudar um pouco, Trevor conhece Natalie, a policial do local, ajudante do xerife, se não me engano. Ela estranha que a casa tem moradores novos e tem fortes suspeitas de que alguém ocupou a residência após a morte do senhor e a chegada de Trevor. Com isso, uma amizade despretensiosa se inicia, apesar de já haver uma atração.

Falando em amizade, ele tenta conhecer um pouco mais uma adolescente chamada Callie, que supostamente era amiga do seu avô, famoso por acolher e ajudar abandonados e desafortunados, sejam cães ou pessoas.

Ele disse que meu avô estava indo visitar Helen. E mencionou alguma coisa sobre uma garota aí dentro, mas não faço ideia do que estava falando. — Acho que tenho parte da resposta. — Qual parte? — A garota lá dentro - respondeu Jerrold. — Ele estava falando de Callie. Ela e seu avô eram muito amigos.

Ao tentar se aproximar mais de Natalie e de Callie, Trevor vai se envolvendo em um emaranhado de novidades e informações que precisam ser pesquisadas a fundo, e por incrível que pareça elas podem encaixar peças no quebra-cabeças da morte do seu avô e por que ele se encontrava tão longe de casa quando faleceu.

Por que ele estava em Easley, na Carolina do Sul? Como havia chegado lá? Meu avô nunca tinha viajado mais a oeste do que Raleigh, e fora a Alexandria apenas uma vez. Eu tinha quase certeza de que ele não saía do condado havia vários anos. Mas Easley ficava bem longe de New Bern, seis ou sete horas de carro, talvez mais, dependendo do trânsito. Na época, meu avô estava com 91 anos. Aonde estaria indo? 

Com doses de suspense e romance, O Retorno é repleto de reviravoltas e nos faz querer ler uma página atrás da outra, até que tudo é revelado. Amei a leitura e, como sempre, os livros do Nicholas me deixaram com gostinho de quero mais. 

E não, esse romance não tem final triste, muito pelo contrário. Não é daqueles com mortes heroicas, que espremem nosso coração até o último. Leia, você vai adorar o livro e a sensação de coração quentinho que ele proporciona no fim.

                                                               
Ficha técnica:
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Ano: 2020
Páginas: 288
Skoob: O Retorno

Semana que vem eu volto com mais. Temos um encontro marcado todas as quintas-feiras! 

Resenha: Amigas Para Sempre

22 outubro 2020

Tully Hart tinha 14 anos, era linda, alegre, popular e invejada por todos. O que ninguém poderia imaginar era o sofrimento que ela vivia dentro de casa: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas costumava desaparecer por longos períodos, deixando a menina aos cuidados da avó. Mas a vida de Tully se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu a garota mais legal do mundo. Kate Mularkey era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully sentir-se parte de sua família. Ao longo de mais de trinta anos de amizade, uma se tornou o porto seguro da outra. Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos. Kate, por sua vez, a ensinou a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena. As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio. Até que algo acontece para abalar a confiança entre elas. Será possível perdoar uma traição de sua melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto salvar.

Kristin Hannah se tornou uma das minhas autoras favoritas por conta de suas histórias que ganham nosso coração logo nas primeiras páginas. São envolventes, com personagens que se tornam nossos amigos, pessoas de quem a gente quer saber mais e mais.

Porém, essa escritora é muito malvada, eu a considero a versão feminina de Nicholas Sparks ou até alguém pior, porque ela ganha o nosso coração e o destrói em pedacinhos. Por conta disso, ainda não havia lido nada da Kristin neste ano, já que preferi leituras mais leves. Mas achei que estava preparada e resolvi ler Amigas Para Sempre.

E foi bem como eu descrevi acima, esse envolvimento com o enredo e os personagens, mas também sobre destruir o coração e deixá-lo apertado de verdade. E isso em um sábado à noite! 

Resenha: A Irmã do Sol

24 setembro 2020

Em A irmã do sol, sexto livro da série As Sete Irmãs, Lucinda Riley conduz o leitor das movimentadas ruas de Nova York até as magníficas planícies do Quênia para contar uma história de luta e independência, sobre os sacrifícios que fazemos por amor. Para quem olha de fora, Electra D’Aplièse parece ter a vida perfeita: uma carreira de sucesso mundial como modelo, uma beleza inegável e uma vida amorosa agitada com alguns dos homens mais bonitos e influentes. No entanto, longe dos holofotes, Electra está desmoronando. Com a morte do pai adotivo, Pa Salt, e o recente término de um relacionamento, ela afunda em seus vícios, incapaz de pedir ajuda à família e aos amigos. É nesse momento conturbado que Electra recebe uma carta inesperada. Ativista dos direitos humanos famosa em todo o mundo, Stella Jackson afirma ser sua avó... e ela tem uma longa história para contar. É assim que Electra mergulha numa saga emocionante que envolve as turbulências da guerra, a militância por direitos civis e um amor que ultrapassa barreiras sociais. Todo o seu passado se revela para ajudá-la a entender o presente e, quem sabe, mudar seu futuro. Viciante e cheio de momentos emocionantes, em A irmã do sol Lucinda Riley demonstra todo o seu talento. Uma história mágica, com personagens cativantes que permanecem em nosso coração muito depois que o livro termina.

Quem me conhece, sabe que Lucinda Riley é uma das minhas autoras preferidas. Eu adoro as suas narrativas, que são muito bem-construídas e que possuem alternância entre passado e presente. Isso torna o enredo bastante envolvente, para mim, e eu estava bastante ansiosa para ler o sexto livro, a história de Electra.

Por saber disso, a editora-chefe deste blog e minha amiga, Anastácia Cabo, me mandou o livro A Irmã do Sol como presente de aniversário atrasado, e eu pulei uma gigante lista de livros para lê-lo. Segue minha opinião sobre o romance.

Resenha: Ligeiramente Casados

03 setembro 2020

À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento à sua irmã e que a protegesse "Custe o que custar!". Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém, Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele, o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo, e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então, os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados...Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.

Sou fã de Mary Balogh. Eu a conheci por sua comovente série O Clube dos Sobreviventes, que já está em seu sexto livro publicado no Brasil, mas apenas tinha ouvido falar de Os Bedwyns, coleção já com todos os volumes publicados por aqui. 

Era aquela série que eu sempre quis ler, mas acabava colocando para baixo na lista de leitura, até que Anastácia Cabo, a chefona aqui do blog, me incentivou a ler os livros para resenhá-los. Foi o empurrãozinho que faltava, juntei a fome com a vontade de comer e aqui está a resenha do primeiro livro da coleção.

Resenha: Um Beijo e Nada Mais

13 agosto 2020
Desde que testemunhou a morte do marido durante as Guerras Napoleônicas, Imogen, lady Barclay, se isolou em Hardford Hall, na Cornualha. O novo dono da propriedade ainda não apareceu para reivindicá-la, e ela torce desesperadamente para que ele nunca venha acabar com sua frágil paz. 
Percival Hayes, o novo conde de Hardford, não tem nenhum interesse na região distante da Cornualha, tanto que, desde que recebeu o título, nunca quis conhecer o lugar. Mas em seu aniversário de 30 anos ele está tão entediado que decide impulsivamente fazer uma visita às suas terras. Ao chegar lá, fica chocado ao descobrir que Hardford não é o monte de ruínas que imaginou. Fica perplexo também ao constatar que a viúva do filho de seu predecessor é a mulher mais linda que já viu. Em pouco tempo, Imogen desperta em Percy uma paixão que ele jamais pensou ser capaz de sentir. Mas será que ele conseguirá resgatá-la da infelicidade e convencê-la a voltar à vida?

Em cada livro da série O Clube dos Sobreviventes nós conhecemos um pouco mais sobre cada personagem desse grupo, mas podemos vislumbrar todos eles desde o primeiro livro. Sendo assim, eu estava ansiosa para conhecer a história da única mulher entre os sete, a Imogen.

Resenha: Uma Noiva Rebelde

30 julho 2020
Ela tinha duas opções…
Georgiana Bridgerton nunca foi contra a ideia de se casar. Ela só achava que sua opinião seria levada em conta na hora de escolher o noivo. Mas quando sua reputação está por um fio, Georgie precisa decidir: ou aceita ser uma solteirona pelo resto da vida ou se casa com o vigarista que a sequestrou de olho em seu dote. Mas de repente surge uma terceira opção...Quarto filho de um conde, Nicholas Rokesby está estudando medicina em Edimburgo e não tem o menor interesse em arrumar uma esposa nesse momento. Mas quando descobre que Georgie, sua amiga de infância, corre o risco de ficar arruinada para sempre, ele sabe o que deve fazer. Depois do escândalo...Só que os dois sabem que nunca conseguiriam se ver como mais do que bons amigos. Não é? Ao embarcarem num jogo de conquista nada convencional, repleto de diálogos impagáveis e coadjuvantes carismáticos – entre eles três gatos cheios de personalidade –, Nicholas e Georgie vão descobrir que muitos encantos da vida já estão bem na nossa frente.

Julia Quinn é uma das minhas autoras favoritas. Não é muito difícil, basta ler um ou dois de seus romances para isso acontecer. Alguns são mais fracos do que os outros, mas mesmo assim não há romance ruim escrito por essa autora. Contudo, outros são fantásticos, como Os Bridgertons, e Os Rokesbys estão seguindo nessa linha. 

A série é ótima, foi uma excelente jogada de Julia Quinn. Afinal, fala de nossos queridos Bridgertons, mas uma geração anterior. Em Uma Noiva Rebelde, temos Edmund casado há poucos anos com Violet, sendo que Antony e Benedict ainda são crianças, e Colin é apenas um bebê de alguns meses. 

Porém, a família de Violet terá destaque em coleção própria, agora é hora de falar de Georgiana Bridgerton, a irmã de Edmund. 

Resenha: A adorável loja de chocolates de Paris

07 julho 2020
A adorável loja de chocolates de Paris contém receitas de dar água na boca. 
Sim, é verdade que Anna Trent é supervisora numa fábrica de chocolate. Mas isso não quer dizer que ela saiba fazer chocolate. Por isso, quando um acidente muda sua vida e Anna tem a chance de ir trabalhar numa tradicional loja em Paris, ela tem certeza de que vão descobrir que é uma fraude. Afinal, existe uma diferença muito grande entre o chocolate industrial da sua cidade natal, no norte da Inglaterra, e as criações feitas à mão, com ingredientes da melhor procedência, pelo grande chocolatier Thierry Girard. Mas com um pouco de sorte, muita paciência e a ajuda dos novos amigos, o exuberante Sami e o galanteador Frédéric, Anna vai descobrir mais sobre o verdadeiro chocolate – e sobre si mesma – do que jamais sonhou. Cheio de lições de esperança, engraçado e irresistivelmente viciante, A adorável loja de chocolates de Paris é um romance delicioso que nos lembra que sempre vale a pena lutar pelas coisas mais doces da vida.

Se for livro da série Romances de Hoje, eu leio sem nem pensar duas vezes. Adorei todos os livros, uns mais e outros menos, e esse não foi diferente. Afinal, não tem como um livro que fala de chocolates e Paris ser ruim, não é mesmo? Ainda mais sendo escrito por Jenny Colgan. 

Resenha: Amanhã eu paro!

11 junho 2020
Como todo mundo, Julie já fez muitas coisas idiotas na vida. Ela poderia contar sobre a vez que resolveu descer a escada enquanto vestia um suéter e caiu nos degraus, ou quando tentou consertar um plugue ligado na tomada segurando o fio com a boca, ou quem sabe falar de sua fixação pelo novo vizinho que nunca viu: Ricardo Patatras. 
Julie tem o irritante hábito de fazer as maiores loucuras quando está apaixonada. E essa obsessão a leva a prender a mão na caixa de correio do vizinho enquanto espiona uma misteriosa carta... E o pior, ainda é flagrada pelo próprio dono da correspondência. Mas isso não é nada, nada mesmo, se comparado às maluquices que ela vai fazer para se aproximar desse homem e descobrir seu grande segredo. Movida por uma criatividade sem limites, intrigada e atraída por um desconhecido que mora tão perto, Julie assume riscos cada vez mais delirantes, sem perceber que pode cair na própria armadilha. Com mais de 3,5 milhões de livros vendidos, Gilles Legardinier mostra em Amanhã Eu Paro! uma história original e irreverente que com certeza fará o leitor morrer de rir.

Amanhã Eu Paro! estava de graça esses dias na Amazon, cortesia da Arqueiro para os leitores da quarentena. Eu adorei a capa, então li a sinopse (coisa que praticamente nunca faço) e também adorei. Resultado: não só baixei, como coloquei como próxima leitura da vez. E amei!

A Julie é extremamente engraçada e divertida, e totalmente obcecada. Sua vida ia bem (nos parâmetros das pessoas que reclamam do trabalho, mas não saem dele, que tem uma vida mediana, mas estão acostumadas a ela). Tudo ia bem nesse ponto até que um dia, ao chegar no prédio onde mora, Julie percebe um novo morador, ao ler seu nome na caixa de correio que até então estava vazia.

Resenha: Dez coisas que eu amo em você

04 junho 2020
Annabel Winslow está em uma grande enrascada. Ela acabou de chegar a Londres para participar de sua primeira temporada e já chamou a atenção do conde de Newbury, que está atrás de uma mulher que lhe garanta um herdeiro. 
Com seus quadris largos, Annabel parece especialmente fértil, o que faz dela a candidata ideal. O problema é que o conde tem no mínimo 75 anos e ainda por cima é um grosseirão inveterado. Certamente ela não tem nenhuma vontade de se casar com ele, mas sente que não tem escolha. Seu pai morreu há pouco tempo e deixou a família inteira, incluindo os sete irmãos e a mãe de Annabel, praticamente na miséria. Então, durante uma festa, ela conhece Sebastian Grey, o charmoso sobrinho do conde. E de repente se vê cortejada não apenas pelo velho assanhado, mas também pelo irresistível e misterioso jovem. Agora ela precisa decidir entre se casar com um homem que acha repugnante, e com isso garantir o futuro de sua família, e seguir o próprio coração, dando a si mesma a chance de um final feliz.

Julia Quinn produz romances de época como ninguém. Porém, para mim os melhores são aqueles onde há humor misturado ao enredo, e isso ela fez muito bem em Dez Coisas que Eu Amo em Você, último volume da trilogia Os Bevelstokes.

Se você ainda não leu a sinopse, peço que o faça agora. Não promete ser um livro bem divertido? Pois é mesmo, não somente prometeu, mas cumpriu. Afinal, o conde de Newbury é um senhor de bastante idade, grande, obeso e extremamente repugnante. Ele é tão velho que foi o preferido da temporada em que sua avó debutou! 

Resenha: Uma Promessa e Nada Mais

23 abril 2020

QUINTO VOLUME DA SÉRIE CLUBE DOS SOBREVIVENTES. Mary Balogh já vendeu mais de 160 mil exemplares pela Arqueiro e é presença constante na lista de mais vendidos do The New York Times. Ralph Stockwood sempre se orgulhou de ser um líder nato. Mas, quando convenceu os amigos a lutarem com ele nas Guerras Napoleônicas, nunca imaginou que seria o único sobrevivente. Mesmo atormentado pela culpa, Ralph precisa seguir em frente, arranjar uma esposa e garantir um herdeiro para seu título e sua fortuna. Desde que a participação de Chloe Muirhead na temporada de Londres terminou de forma desastrosa, ela aceitou a possibilidade de ser, para sempre, uma solteirona. Para escapar da própria família, a moça se refugia na casa da madrinha de sua mãe. Lá, conhece Ralph. Ele precisa de uma esposa. Ela não acharia ruim encontrar um marido. Então Chloe sugere que os dois se casem, por conveniência. A condição é uma só: Ralph precisa prometer que nunca a levará de volta a Londres. Mas, de uma hora para outra, as circunstâncias mudam. E logo fica claro que, para Ralph, o acordo foi apenas uma promessa e nada mais...

Se você acompanha minhas resenhas, sabe que adoro a série Clube dos Sobreviventes. Sendo assim, quando o quinto volume foi lançado e chegou até mim, somente terminei minha leitura anterior e já comecei a lê-lo. E quero mais! 

Mary Balogh não deixou a desejar, conforme o previsto. Ela tem criado personagens fortes, sobreviventes de um mundo cruel, mas muito resistentes, características não somente restritas aos homens, mas a seus futuros pares. 

Resenha: O Que Acontece em Londres

09 abril 2020

Boatos e Fofocas ... A VIDA DE LONDRES! Quando dizem a Olivia Bevelstoke que seu novo vizinho pode ter matado sua noiva, ela não acredita nem por um segundo, mas, ainda assim, como ela pode ajudar a espioná-lo, só para ter certeza? Então, ela ocupa um lugar perto da janela do quarto, escondida de maneira inteligente por cortinas, relógios e espera ... e descobre um homem muito intrigante, que definitivamente está tramando algo. Sir Harry Valentine trabalha para o ramo chato do Departamento de Guerra, traduzindo documentos vitais para a segurança nacional. Ele não é um espião, mas já recebeu todo o treinamento e, quando uma loira linda começa a observá-lo pela janela, ele imediatamente suspeita. Mas justamente quando ele decide que ela não passa de uma debutante irritantemente intrometida, ele descobre que ela pode estar noiva de um príncipe estrangeiro, que pode estar conspirando contra a Inglaterra. E quando Harry é espionado por Olivia, ele descobre que pode estar se apaixonando por ela ...

Para contar minha opinião sobre O Que Acontece em Londres, vou fazer uma pequena introdução do que achei de outros livros da Julia. 

Em Mais Lindo que a Lua, achei bastante sem sal, um casal que só fazia joguinhos e que enrolou muito tempo para ficar juntos. Porém, a continuação, Mais Forte Que o Sol, foi um livro que adorei, que nos mostrou a Julia Quinn que amamos em Os Bridgertons.

O mesmo praticamente aconteceu com esta série. Afinal, eu gostei de História de um Grande Amor, só que teve partes maçantes, em que eu queria dar uns tapas em Olívia por fazer joguinhos com Nigel, o grande amor de sua vida, que estava aos pés dela. Agora, adorei O Que Acontece em Londres! É leve e divertido e também nos mostra a Julia que escreveu a adorada série. 

A sinopse contou demais, contudo, nos deu uma ideia bastante engraçada e atraente deste romance. E é por esse caminho que eu vou desenvolver a resenha. Prometo não passar do que foi contado, como sempre!

Resenha: A Prisioneira do Tempo

26 março 2020

Ninguém se lembra do meu verdadeiro nome. Ninguém sabe a verdade sobre aquele verão. No verão de 1862, um grupo de jovens artistas liderado pelo talentoso e passional Edward Radcliffe segue para Birchwood Manor, uma bela casa de campo às margens do rio Tâmisa. O plano é passarem um mês isolados em uma aura de inspiração e criatividade. No entanto, ao fim do verão, uma mulher está morta e outra desaparecida, uma herança inestimável se perdeu, e a vida de Edward está arruinada. Mais de 150 anos depois, Elodie Winslow, uma arquivista de Londres, descobre uma bolsa de couro contendo dois itens aparentemente sem conexão: a fotografia de uma mulher de aparência impressionante, vestida em roupas vitorianas, e o caderno de desenho de um artista, que inclui o rascunho de uma grande casa à beira de um rio. Por que Birchwood Manor parece tão familiar a Elodie? E quem é a linda mulher na fotografia? Será possível, depois de tanto tempo, desvendar seus segredos? Narrada por diversos personagens ao longo das décadas, A prisioneira do tempo é uma história de assassinato, mistério e roubo, de arte, amor e perda. Entremeando cada página, há a voz de uma mulher que teve seu nome apagado da história, mas que assistiu a tudo de perto e mal pode esperar pela chance de contar sua versão dos fatos.

Pela sinopse, esse livro parece incrível, não é mesmo? E ainda tem uma autora de peso, a Kate Morton. E mais: a premissa de que, quem gosta de Lucinda Riley, gostará de A Prisioneira do Tempo. 

Porém, infelizmente não posso concordar muito com isso. O livro é bom, porém, as descrições são excessivas, assim como os narradores. Por esses motivos, a história às vezes se tornou maçante, às vezes cansativa. E também confusa, porque nem sempre eu entendia rapidamente quem estava narrando aquele capítulo (a não ser a parte da Elodie, o presente, porque sempre mostrava que era em 2017). E não achei nada de suspense, apenas um pouco de mistério.

Resenha: De Repente Uma Noite de Paixão

19 março 2020

Não há espaço para romance na vida da escritora Amanda Briars. Reconhecida no meio literário londrino, ela realiza as próprias fantasias através das personagens que cria em suas histórias de amor. Em nome da liberdade, está satisfeita em viver na solidão. Amanda só não quer completar 30 anos sem nunca ter experimentado o prazer, e a solução mais discreta é contratar os serviços de um profissional. Quando o homem aparece à sua porta, a atração entre os dois é evidente, mas, para frustração dela, ele interrompe a noite de paixão no meio e vai embora. Uma semana depois, ela o reencontra em um jantar e descobre que Jack Devlin é, na verdade, seu novo editor. Amanda fica mortificada. Porém, as lembranças daquela noite permanecem vivas na mente dos dois, e basta uma centelha para que o fogo entre eles se reacenda. Só que Jack, filho rejeitado do nobre mais notório de Londres, tem o coração endurecido e não acredita no amor, enquanto Amanda resiste ao desejo crescente em nome de sua independência. Quando o destino entrelaça suas vidas, suas convicções mais profundas entram em choque. Agora os dois precisam decidir se, depois de conhecerem a verdadeira paixão, conseguirão voltar a se satisfazer com menos que isso.

Uma combinação envolvendo romance de época de Lisa Kleypas, uma escritora e um editor de livros tem como dar errado? NÃO! Acho que foi por isso que fui com expectativas bem altas quanto ao novo romance de Lisa, porque conheço os seus outros livros de época e adorei todos. Assim, esperava mais desse! 

Como citei, não tem como uma combinação dessas dar errado, mas não foi tão bom quanto Lisa costuma ser. Claro que se tivesse uma continuação eu leria, mas não vai ganhar notas musicais máximas (risos). 

Resenha: O Rouxinol

05 março 2020

França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país. Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte. Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.

Livros de Kristin Hannan são lindos, mas partem nosso coração. E em O Rouxinol não é diferente. Não sou de chorar fácil quando leio, mas confesso que meu coração ficou apertado em diversas partes do livro. Apertado de verdade, realmente senti uma dor física em várias cenas do lindo livro. 

A Segunda Guerra Mundial é um tema que, coincidentemente, fez parte de várias leituras minhas em 2019 e 2020. E como aconteceu em alguns deles, não foi retratada a rotina de guerra no fronte, mas o dia a dia das pessoas que lutam para sobreviver às perdas, ao racionamento, à  falta de alimento. Em O Rouxinol, tudo isso é vivenciado, e muito mais. É muito intenso, de partir o coração até dos insensíveis. Kristin tem esse poder.


Resenha: História de Um Grande Amor

23 janeiro 2020

Primeiro Volume da Trilogia Bevelstoke. Julia Quinn já vendeu mais 1 milhão de livros pela Editora Arqueiro. Aos 10 anos, Miranda Cheever já dava sinais claros de que não seria nenhuma bela dama. E já nessa idade, aprendeu a aceitar o destino de solteirona que a sociedade lhe reservava. Até que, numa  tarde qualquer, Nigel Bevelstoke, o belo e atraente visconde de Turner, beijou solenemente sua mãozinha e lhe prometeu que, quando ela crescesse, seria tão bonita quanto já era inteligente. Nesse momento, Miranda não só se apaixonou, como teve certeza de que amaria aquele homem para sempre. Os anos que se seguiram foram implacáveis com Nigel e generosos com Miranda. Ela se tornou a mulher linda e interessante que o visconde previu naquela tarde memorável, enquanto ele virou um homem solitário e amargo, como consequência de um acontecimento devastador. Mas Miranda nunca esqueceu a verdade que anotou em seu diário tantos anos antes. E agora ela fará de tudo para salvar Nigel da pessoa que ele se tornou e impedir que seu grande amor lhe escape por entre os dedos.

Miranda Cheever é a melhor amiga de Olívia Bevelstoke, gêmea de Winston Bevelstoke. Os três são inseparáveis e até é esperado naturalmente que Miranda e Winston se casem no futuro, para consolidar a família que sempre foram, contudo acontecimentos ocorridos na festa de aniversário dos gêmeos mudam tudo. 

O pai de Miranda é um tradutor do grego, e ele mal nota sua filha. A mãe também não lhe dá muita atenção, então, ao final da festa, ninguém vai buscá-la. Sendo assim, cabe a Nigel, o mais velho dos Bevelstoke, levar a criança em casa. Ela não o conhecia, pois, aos 19 anos, ele passava a maior parte do tempo fora, estudando. Porém, Nigel, que prefere ser chamado de Turner, foi simpático com a Miranda de dez anos, não a tratou com condescendência, e inclusive a incentivou a iniciar um diário. 

Top leituras 2019

26 dezembro 2019
O Natal já passou, como foi o seu? Espero que tenha sido abençoado, e que tenha sobrado um tempinho para você relaxar com uma leitura agradável! Por falar nisso, em 2019 eu tive muita sorte e li livros muito bons, tanto que foi bem difícil escolher os melhores do ano. Eu pretendia me ater a apenas cinco, mas não consegui decidir e me restringi a seis. Mesmo assim não foi fácil!

Parabéns à Editora Arqueiro, nossa parceira do blog há anos, que é de longe a melhor editora do mundo. Ela foi responsável pela maior parte das minhas leituras do ano, já que publica meus autores favoritos, e teve muita assertividade ao publicar a série Romances de Hoje, entre várias outras (Os Ravenels, O Clube dos Sobreviventes, etc.). Vamos aos melhores livros de 2019, em minha opinião? Confira capa, sinopse e minha resenha (para ser direcionado a ela, clique no título).


Durante 18 anos, Jude pôs as necessidades dos filhos em primeiro lugar, e o resultado disso é que seus gêmeos, Mia e Zach, são adolescentes felizes. Quando Lexi começa a estudar no mesmo colégio que eles, ninguém em Pine Island é mais receptivo que Jude. Lexi, uma menina com um passado de sofrimento, criada em lares adotivos temporários, rapidamente se torna a melhor amiga de Mia. E, quando Zach se apaixona por ela, os três se tornam companheiros inseparáveis. Jude sempre fez o possível para que os filhos não se metessem em encrenca, mas o último ano do ensino médio, com suas festas e descobertas, é uma verdadeira provação. Toda vez que Mia e Zach saem de casa, ela não consegue deixar de se preocupar. Em uma noite de verão, seus piores pesadelos se concretizam. Uma decisão muda seus destinos, e cada um deles terá que enfrentar as consequências – e encontrar um jeito de esquecer ou coragem para perdoar. O Caminho Para Casa aborda questões profundas sobre maternidade, identidade, amor e perdão. Comovente, transmite com perfeição e delicadeza tanto a dor da perda quanto o poder da esperança. Uma história inesquecível sobre a capacidade de cura do coração, a importância da família e a coragem necessária para perdoar as pessoas que amamos.



A PEQUENA LIVRARIA DOS SONHOS FAZ PARTE DE UMA NOVA COLEÇÃO DE ROMANCES DA EDITORA ARQUEIRO, “ROMANCES DE HOJE”. Um romance sobre importância da leitura e da literatura para diversos tipos de pessoa. "Nina é uma leitora voraz que sonha em ter a própria lojinha de livros. Só que a vida real é um pouco mais complicada que as histórias que ela ama ler, o que ela descobre quando se muda para as lindas Terras Altas da Escócia para transformar seus sonhos em realidade… Tentei escrever o tipo de livro que adoro – convidativo, engraçado (ESPERO), com caras gatinhos (LÓGICO), mas também totalmente dedicado a nós, amantes de livros: os leitores.Venha se juntar à nossa turma!" Beijos, Jenny. Nina Redmond é uma bibliotecária que passa os dias unindo alegremente livros e pessoas – ela sempre sabe as histórias ideais para cada leitor. Mas, quando a biblioteca pública em que trabalha fecha as portas, Nina não tem ideia do que fazer. Então, um anúncio de classificados chama sua atenção: uma van que ela pode transformar em uma livraria volante, para dirigir pela Escócia e, com o poder da literatura, transformar vidas em cada lugar por que passar. Usando toda a sua coragem e suas economias, Nina larga tudo e vai começar do zero em um vilarejo nas Terras Altas. Ali ela descobre um mundo de aventura, magia e romance, e o lugar aos poucos vai se tornando o seu lar. Um local onde, talvez, ela possa escrever seu próprio final feliz.

Pequenas Grandes Mentiras - Liane Moriarty (sem resenha)

Depois do sucesso de O segredo do meu marido, a autora australiana Liane Moriarty apresenta um livro ousado sobre as perigosas meias verdade que contamos a nós mesmos para sobreviver. Com muita bebida e pouca comida, o encontro de pais dos alunos da Escola Pirriwee tem tudo para dar errado. Fantasiados de Audrey Hepburn e Elvis, os adultos começam a discutir já no portão de entrada, e, da varanda onde um pequeno grupo se juntou, alguém cai e morre. Quem morreu? Foi acidente? Se foi homicídio, quem matou? Pequenas grandes mentiras conta a história de três mulheres, cada uma delas diante de uma encruzilhada. Madeline é forte e decidida. No segundo casamento, está muito chateada porque a filha do primeiro relacionamento quer morar com o pai e a jovem madrasta. Não bastasse isso, Skye, a filha do ex-marido com a nova mulher, está matriculada no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline. Celeste, mãe dos gêmeos Max e Josh, é uma mulher invejável. É magra, rica e bonita, e seu casamento com Perry parece perfeito demais para ser verdade. Celeste e Madeleine ficam amigas de Jane, a jovem mãe solteira que se mudou para a cidade com o filho, Ziggy, fruto de uma noite malsucedida. Quando Ziggy é acusado de bullying, as opiniões dos pais se dividem. As tensões nos pequenos grupos de mães vão aumentando até o fatídico dia em que alguém cai da varanda da escola e morre. Pais e professores têm impressões frequentemente contraditórias e a verdade fica difícil de ser alcançada. Ao colocar em cena ex-maridos e segundas esposas, mãe e filhas, violência e escândalos familiares, Liane Moriarty escreveu um livro viciante, inteligente e bem-humorado, com observações perspicazes sobre a natureza humana.


Grace é a esposa perfeita. Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa. Agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. Grace mal tem tempo de sentir falta de sua antiga vida. Ela é casada com Jack, o marido perfeito. Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Rico, charmoso e bonito, todos se perguntavam por que havia demorado tanto a se casar. Os dois formam um casal perfeito. Eles estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com Jack, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento perfeito. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto? Às vezes o casamento perfeito é a mentira perfeita.




Lucy Diamond é autora de mais de 10 romances, sendo publicada em 15 idiomas, e sempre figura na lista de mais vendidos do The Sunday Times. Em uma praia paradisíaca, Evie Flynn tem a chance de começar do zero…Evie sempre foi a ovelha negra da família: sonhadora e impulsiva, o oposto das irmãs mais velhas bem-sucedidas. Tentou fazer carreira como atriz, fotógrafa e cantora, mas nada deu muito certo. Às vezes, ao pular de um trabalho para outro, ela tem a sensação de que lhe falta um propósito. Quando sua tia preferida morre em um acidente de carro, Evie recebe uma herança inesperada, um café na beira da praia na Cornualha. Empolgada com a oportunidade de mudar de vida, ela decide se mudar para lá, mas logo descobre que nem tudo são flores: os funcionários não são dos melhores e o local está caindo aos pedaços. Tudo bem diferente dos tempos em que passava as férias de verão com a tia. Apesar das dificuldades, pela primeira vez Evie está determinada a ter sucesso. Ao lutar pelo café, ela busca secretamente dar um novo rumo à sua vida e, assim, pode acabar conquistando bem mais do que esperava no trabalho... e também no amor.


Posy Montague está prestes a completar 70 anos. Ela ainda vive na Admiral House, a mansão da família onde passou uma infância idílica caçando borboletas com o pai e onde criou os próprios filhos. Porém, a casa está caindo aos pedaços e Posy sabe que chegou a hora de vendê-la. Em meio a essa angustiante decisão, ela precisa lidar com os dois filhos, tão diferentes entre si. Sam é um fracasso nos negócios e, a cada empresa falida, se torna um homem mais amargo. Já Nick, o mais novo, retorna de repente à Inglaterra depois de dez anos morando na Austrália, fugido de uma decepção amorosa. Para completar, Posy reencontra Freddie, seu primeiro amor, que agora deseja explicar por que a abandonou cinquenta anos atrás. Ela reluta em acreditar nessa súbita afeição, percebendo que ele tem um segredo devastador para revelar. Mesclando narrativas do presente e do passado, A sala das borboletas mais uma vez mostra a habilidade de Lucinda para criar uma saga familiar inesquecível.



Eu poderia facilmente incluir mais uns cinco livros aqui, mas seis são mais do que suficientes para mostrar minhas leituras favoritas (e meu amor pela editora Arqueiro - dos seis, quatro são publicações dela). Não sei dizer qual é o melhor livro desses, seria uma tortura ter de fazer isso, então os listei pela ordem de leitura, do mais antigo para o mais recente). 

Na semana que vem, publicarei seis livros que pretendo ler em 2020, que já estão em minha estante e também no Kindle (três de cada modalidade). Confira! 

Resenha: A Sala das Borboletas

05 dezembro 2019

Posy Montague está prestes a completar 70 anos. Ela ainda vive na Admiral House, a mansão da família onde passou uma infância idílica caçando borboletas com o pai e onde criou os próprios filhos. Porém, a casa está caindo aos pedaços e Posy sabe que chegou a hora de vendê-la. Em meio a essa angustiante decisão, ela precisa lidar com os dois filhos, tão diferentes entre si. Sam é um fracasso nos negócios e, a cada empresa falida, se torna um homem mais amargo. Já Nick, o mais novo, retorna de repente à Inglaterra depois de dez anos morando na Austrália, fugido de uma decepção amorosa. Para completar, Posy reencontra Freddie, seu primeiro amor, que agora deseja explicar por que a abandonou cinquenta anos atrás. Ela reluta em acreditar nessa súbita afeição, percebendo que ele tem um segredo devastador para revelar. Mesclando narrativas do presente e do passado, A sala das borboletas mais uma vez mostra a habilidade de Lucinda para criar uma saga familiar inesquecível.

Lucinda é uma das minhas autoras favoritas, se você me conhece,  sabe disso. O que me atraiu em seus romances foram as belíssimas capas, mas depois as histórias em si, que são todas muito envolventes e possuem uma característica que eu adoro: a alternância, entre os capítulos, de passado e presente. 

Neste ano, eu estava mais ansiosa para receber a continuação da série As Sete Irmãs (aparentemente falta somente a história de Electra), mas é claro que não deixaria um lançamento de Lucinda passar batido. E pasmem: estamos falando, na minha opinião, do melhor livro da autora, até o momento. E lembre-se de que todas as histórias dela são ótimas, daquelas de você não querer terminar de ler, ou de querer esquecer somente para começar de novo. 

Resenha: Uma Herdeira Apaixonada

21 novembro 2019
Embora a bela jovem viúva Phoebe, Lady Clare, nunca tenha conhecido West Ravenel, ela sabe uma coisa com certeza: ele é mau e um valentão podre. Quando estava no colégio interno, ele fez da vida de seu falecido marido uma desgraça, e ela nunca o perdoará por isso. Mas quando Phoebe participa de um casamento de família, encontra um estranho arrojado e impossivelmente charmoso, que a abala com um choque de atração de fogo e gelo. E então ele se apresenta ... como ninguém menos que West Ravenel. West é um homem com um passado manchado. Sem perdão, sem desculpas. No entanto, a partir do momento em que conhece Phoebe, West é consumido por um desejo irresistível ... sem mencionar a amarga consciência de que uma mulher como ela está fora de seu alcance. O que West não negocia é que Phoebe não é uma dama aristocrática. Ela é filha de uma Wallflower obstinada que há muito tempo fugiu com Sebastian, lorde St. Vincent - o libertino mais diabolicamente perverso da Inglaterra. Em pouco tempo, Phoebe começa a seduzir o homem que despertou sua natureza ardente e demonstrou um prazer inimaginável. Sua paixão avassaladora será suficiente para superar os obstáculos do passado? Só a filha do diabo sabe ...A autora de best-sellers do New York Times, Lisa Kleypas, conta uma história brilhante de uma linda e jovem viúva que encontra paixão pelo homem que ela não deveria ...

Se você, assim como eu, acompanha a série Os Ravenels, sabe que West mudou muito com o passar do tempo. De libertino e boêmio incorrigível, o irmão de Lorde Trenear hoje é um sério administrador da propriedade onde reside com sua grande família. 

No passado, West gostava da companhia de estranhos, indo de um evento social a outro em busca de diversão constante. Adorava intrigas, flertes, vinho e agitação incessante, que mantinha seu olhar direcionado para tudo que houvesse de superficial. Desde que fora para o Priorado Eversby, porém, aquele estilo de vida se tornara estranho para ele. 

Contudo, não é bem essa imagem que Phoebe tem dele.

A moça é uma jovem mulher, porém, já é viúva de Henry, sua paixão da infância, e tem dois filhos com ele, muito pequenos. Dois anos depois do seu falecimento, ainda de luto, Phoebe é obrigada a conviver com Ravenel mesmo que não queira, porque seu irmão Gabriel se casará com Pandora, prima de West. 

Porém, por que esse ódio todo de West, se nós sabemos que ele mudou? Phoebe não sabe, e o passado o condena. E muito.