Assim que entrei pela porta de vidro senti uma diferença imediata, o frio que estava lá fora foi aquecido pelo calor aconchegante do ambiente, meus sentidos ficam embriagados pelo aroma do lugar, entro ainda tremendo, esfregando uma mão na outra para tentar aquecer o corpo que ainda está muito gelado e penso que esse tempo precisa melhorar.
Não sei ao certo o que pedir, me dirijo ao balcão por que preciso desesperadamente de um café quente. A minha necessidade por esse liquido é desesperadora, eu tenho esses momentos na minha vida, essas vontades; paro em frente ao balcão e um rapaz simpático me dá um sorriso e boa noite, o que tira totalmente a minha a atenção da parede atrás de sua cabeça onde eu estava lendo o cardápio à procura do que iria escolher.
Ao olhar para mim ele continua a sorrir e percebo que ele tem covinhas, isso faz meus lábios se ergueram num meio sorriso, homens com covinhas sempre me encantaram, mas seus olhos cor de caramelo são na realidade o foco da minha total atenção, me perco distraída naquelas cores por quase um minuto, quando ele quebra o encanto me perguntando.
" Já sabe o que vai ser?"
Confesso que gostaria de responder, sim, quero seus olhos nos meus me aquecendo mais que o líquido que promete aquecer corações e almas, mas não posso, seria apenas uma maluca que entrou aqui com uma roupa horrível e com um parafuso a menos na cabeça, então me limito a dizer.











