21
mai
2019

Resenha: O Sal das Lágrimas

21 maio 2019
Sinopse: Inverno de 1945, Segunda Guerra Mundial.
Quatro refugiados, quatro histórias.
Joana, Emilia, Florian, Alfred. Cada um de um país diferente. Cada um caçado e assombrado pela tragédia, pelas mentiras e pela guerra. Enquanto milhares fogem do avanço do exército soviético na costa da Prússia, os caminhos desses quatro jovens se cruzam pouco antes de embarcarem em um navio que promete segurança e liberdade. Mas nem sempre as promessas podem ser cumpridas...
Profundamente comovente, O sal das lágrimas se baseia em um acontecimento real. O navio alemão Wilhelm Gustloff foi afundado pelos russos no início de 1945, tirando a vida de mais de 9 mil refugiados civis, entre eles milhares de crianças. É o pior desastre marítimo da história, com seis vezes mais mortos que o Titanic.
Ruta Sepetys, a premiada autora de A vida em tons de cinza, reconta brilhantemente essa passagem por meio de personagens complexos e inesquecíveis

Hello pessoal tudo certinho?!?! Hoje vamos bater um papinho sobre um livro sensacional. O Sal das Lágrimas, é aquele livro que vai te fazer mergulhar a fundo na história e simplesmente se esvair. 

Um romance histórico, ou seja, uma história de ficção baseada em um dos períodos mais dolorosos e vergonhosos da nossa história moderna, a segunda guerra mundial.
"Não queria ser forte. Não queria ser a "moça inteligente". Estava muito cansada. Só queria que tudo acabasse. "

Eu sempre me emociono com histórias da época, sejam verdadeiras ou ficcionais, e aqui temos uma soma de ambos, uma vez que a história do livro é baseada em um acontecimento real, em uma tragédia que muitos chamam de incidente, mas que foi carnificina pura. O navio Wilhelm Gustloff, transportava refugiados e foi afundado pelos russos, matando milhares de pessoas. Se você se condoeu com o Titanic, que era um navio de luxo onde as pessoas estavam nele porque queriam, imaginem um navio de estrutura limitada carregando refugiados. Só saber disso, já nos deixa tensos para a leitura, porque você sabe que esse momento chegará. E apesar de não ser o foco do livro, esse acontecimento por si só, é o suficiente para nos impactar.

Mas o foco do livro são as historias de quatro desses refugiados. Cada um contando sua história e a interligando com a do grupo, que se conhece. Joana é uma pessoa sensacional, o tipo de ser humano que queremos ter por perto sempre. Acho que é coisa do nome, mas isso é outra história. Ela é resiliente, sabe a palavrinha da moda dos coachs cheios de "degrees" e nenhum tato para lidar com pessoas e frustrações, pois bem, ela é resiliente ao extremo. Se adapta, auxilia e está sempre a disposição dos outros. Uma personagem para amarmos . E por esse motivo achei muito difícil me conectar com os demais.
"Será que a guerra nos tornava perversos ou apenas ativava uma perversidade que já espreitava dentro de nós?"
Uma narrativa profunda e emocionante, sobre as relações interpessoais em tempos difíceis e em situações extremas, o Sal das Lágrimas te leva a refletir profundamente sobre amizade, amor e companheirismo. Eu achava que choraria lendo esse livro, mas a verdade é que me desidratei, e não só de tristeza. É incrível como reconhecemos comportamentos e padrões nesse livro. Devia ser leitura obrigatória a todas as pessoas.

Se você é fã da narrativa histórica, como por exemplo do Ken Follet, que para mim é o cara que melhor faz isso, você precisa conhecer Ruta Sepetys.

Com certeza cinco notas musicais.


Até mais!
Ficha técnica:
Autor: Ruta Sepetys
Editora: Arqueiro
Ano: 2019
Páginas: 320

2 comentários

  1. Cara, eu só posso neste momento bater muitas palmas para essa resenha! Eu amo romance histórico, e estou louca para ler esse livro. Parabens! Você disse que todo mundo precisa ler esse livro, eu digo que todo mundo precisa ler essa resenha. Amei muita coisa. :)

    ResponderExcluir