Sinopse: Um plano para matar o presidente e um dilema moral unidos em um thriller explosivo. Aquilo que ninguém acreditava aconteceu... Os Estados Unidos elegeram como presidente um homem instável, machista e demagogo, apoiado por seu implacável estrategista, Crawford McNamara. Quando uma guerra de insultos com o regime da Coreia do Norte foge do controle e leva o presidente a ordenar o lançamento de um ataque nuclear, o que coloca em risco o mundo inteiro, fica claro que alguém precisa agir antes que a humanidade seja reduzida a cinzas. Assim, quando Maggie Costello, uma experiente funcionária de Washington e fiel aos seus princípios — completamente opostos aos do atual presidente —, descobre um plano dentro da própria Casa Branca para matar o presidente dos Estados Unidos, ela se depara com um grande dilema moral: ela deve salvá-lo, deixando o mundo à mercê de um tirano desequilibrado, ou trair seu comandante em chefe e arriscar lançar o país em uma guerra civil?
Hello pessoal, tudo certinho?! Hoje vamos falar desse livro que deu muito buchicho e que simplesmente já começa a nos deixar loucos com o Título!! Matem o Presidente! Aí ainda me colocam essa pistola com as cores da bandeira americana na capa e todos chegamos a mesma conclusão. Só que com Sam Bourne nada é tão óbvio assim, nem o título.
Sim, nesse livro o autor está sim falando da corrida presidencial americana, mas o que nos espanta, pelo menos a mim espantou, é que poderíamos estar falando de qualquer outro país e cairia como uma luva, inclusive se fosse do brasileiro. Mas o foco aqui é como e porque essa ideia se faz necessária.
Vamos lá, imaginem um cara extremista, xenofóbico, homofóbico e totalmente fora de controle sendo eleito presidente de uma das maiores potencias bélica e econômica do mundo. Veja esse mesmo cara bancando o idiota nas redes sociais em conjunto com um outro extremista, mas que fica no outro extremo do planeta, resolvem se desafiar e o maluco americano decide que uma ofensiva militar é necessária simplesmente porque não gostou do que o outro disse, e aí começa o estopim para todos do primeiro escalão da casa branca decidirem que esse presidente é uma ameaça mundial.
Parece mesmo que esgotamos todos os outros meios. Como patriotas que prestaram o juramento de defender o país contra todos os inimigos, externos e internos, acredito que só nos resta mesmo uma alternativa. Acredito que seja nosso dever matar o presidente.
Mas como parar o presidente em exercício, eleito legalmente e que é sim a última voz nas decisões militares do país?? Pois não há nada que possa ser contestado, a única coisa que pode ser feita é tentar colocar bom senso no doido, que tem um assistente pessoal mais doido que ele e que acha que os corredores da casa branca é o pátio do jardim de infância. Sujeitinho completamente sem escrúpulos e totalmente sem o menor preparo para estar na posição em que se encontra.
Não era a primeira vez que percebia que os argumentos mais duros surgem quando se sabe que está errado e o adversário tem razão.
Matem o Presidente é a mistura certa de fatos de ficção com aqueles que juramos já ter visto no noticiário, é uma forma um tanto peculiar de mostrar a insatisfação de muitos com a atual gestão americana, e mesmo sem mencionar um nome identificamos cada uma das pessoas dessa administração, que para mim, é bem duvidosa.
Os três ficaram algum tempo olhando para a TV. Em silêncio. Por fim, Bruton e Kassian trocaram um olhar e Kassian franziu o cenho. O que está acontecendo?
Não achem que vocês sabem de alguma coisa durante a leitura, porque eu concluí várias coisas e fui literalmente feita de trouxa. Todas as vezes que eu esperava que o fato modificador de tudo fosse algo muito sério, mas no final das contas foi realmente aquele e-mail... Lembram do e-mail?? Então ele foi o dato decisivo no resultado da eleição, pelo menos na da ficção. E o que se descobre a partir disso quase me fez desacreditar completamente na inocência de certo personagem. Mas a única coisa que posso dizer sem acabar completamente com a surpresa, pois tudo aqui é exatamente isso, uma grande surpresa, é que cada uma dessas páginas contém aquele pequeno detalhe que fará toda a diferença no desenrolar dos fatos.
Mas então pensou em como McNamara e sua equipe reagiriam. [...] Não, a gravação teria de permanecer intacta. Precisava mostrar toda a conversa. E toda a verdade.
Mostrando um presidente machista e instável, incapaz de lidar com críticas e com qualquer questão diplomática com o restante do mundo, Matem o Presidente é um livro de ficção sim, mas que te deixa com aquela sensação de que poderia ser a biografia de algum presidente, ou de alguns pretensos por aqui, e nos causa a incômoda sensação de: “o que posso fazer para não acontecer isso por aqui?”
Só leiam, vocês entenderão do que estou falando e verão que nem sempre as boas intenções trazem resultados bons. Às vezes é preciso de fato agir e não só nos deixar levar. Maggie Costello sente isso na pele. E falando nela, Record sua linda, como esse é o terceiro livro, aceitamos os demais.
Cinco notas para esse livro que pode ser sombra de dúvidas um dos melhores dele até o momento.
Ficha Técnica:
Autor: Sam Bourne
Páginas: 406
Editora: Record
Ano: 2017
Skoob: Matem o Presidente
Até mais
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