Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás.Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos…Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.
Olá pessoal, tudo certinho?! Hoje falaremos desse livro que me deixou muito confusa quanto ao fato de não gostar da escrita, mas adorar a história. Eu não curti A Garota no Trem, tanto que desisti da leitura, mas agora já estou um tanto arrependida do fato, acontece que leva tempo para nos envolvermos com a escrita autora, e acho que se eu tivesse persistido o resultado provavelmente teria sido outro. Mas vamos a essa história.
Quando o corpo de Nel Abbott foi encontrado no lago todos concluíram que ela teve o mesmo destino das outras mulheres encontradas nele: o Suicídio. Acontece que Nel estava investigando exatamente as duas mortes anteriores, porque para ela algo no poço dos afogamentos não estava muito certo, então ela teve a grande ideia de escrever um livro sobre o que de fato acontecia por ali.
Muito bem, Nel, você conseguiu: aqui estou no lugar para onde eu nunca quis voltar, para cuidar da sua filha, para dar um jeito na confusão que você armou.
[...] mais uma, a segunda este ano, mas quando disseram quem era, quando falaram que era Nel Abbott, Nickie soube que a segunda não era igual a primeira.
Então para mim, aqui está a grande sacada da autora, relatar as questões da misoginia, mesmo que numa escala menor e limitada a uma pequena cidade. Mas a construção do preconceito, a questão de como lidamos com situações cotidianas do ponto de vista da ação do homem e da mulher, nos faz questionar tudo o tempo todo. Apesar de não ter conseguido me envolver com os personagens, a história vale muito a pena.
— Eu não entendo você. Não entendo gente como você, gente que sempre escolhe culpar a mulher. Se tem duas pessoas fazendo uma coisa errada e uma delas é mulher, a culpa deve ser dela, né? — Não, Lena, não é isso, não é...— É, sim. É igual a quando uma mulher tem um caso. Por que a esposa sempre odeia a outra mulher? Por que não odeia o próprio marido? Foi ele quem a traiu, foi ele que jurou amá-la e cuidar dela e não sei mais o que para sempre.E como no primeiro livro, todo mundo torna-se suspeito, entretanto aqui não ficou tão evidente a culpa e confesso que mesmo depois de ler o final, continuo não acreditando no desfecho da história. Dessa vez acredito que a obviedade do outro livro não foi perpetuada, porque lá tinha uma falha objetiva, que mesmo eu sem terminar a leitura, consegui descobri, aqui não temos isso, ela conseguiu construir um mistério em volta das mortes e cabe a você prestar atenção e não acreditar em tudo que seus olhos lerem.
- Você devia ter sido expulsa da polícia e ponto, mas como é mulher, como é sapatão, deixaram você se safar. Isso é o que chamam de equidade.
Com várias tramas acontecendo, em uma cidade com uma histórico de oprimir e denegrir as mulheres e os crimes cometidos contra elas, no passado e no presente, Paula Hawkins nos faz mergulhar nas mesmas águas, no poço do afogamento para desvendarmos sua trama.
Quatro notas musicais!
Ficha Técnica:
Autor: Paula Hawkins
Páginas: 364
Editora: Independente
Ano: 2017
Skoob: Em Águas Sombrias
Até mais
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